campo

sábado, 10 de setembro de 2022

Site de acompanhantes resolve apostar no futebol e chega ao Brasileirão


A Fatal Model expôs sua marca em um jogo do Campeonato Brasileiro, com os dizeres "respeito, dignidade e segurança"

247 - A Fatal Model, um site de acompanhantes, expôs sua marca no último sábado (16), durante o jogo entre Flamengo e Coritiba, pela Série A do Campeonato Brasileiro, com os dizeres "respeito, dignidade e segurança".

Segundo informações publicadas nesta quarta-feira (20) pelo jornal O Globo, o Fatal Model investiu em acordos no Campeonato Catarinense e em times pequenos que enfrentaram clubes mais ricos na Copa do Brasil. 

Em seu site, a empresa afirmou que "a profissão de acompanhante é legalizada no Brasil e reconhecida pelo Ministério do Trabalho desde 2002". 

Campanha de Lula já venceu 15 ações contra fake news no TSE


A maioria das postagens estavam em redes sociais de perfis bolsonaristas – dentre elas, publicações do próprio Jair Bolsonaro (PL)

247 - A campanha do ex-presidente Lula (PT) já obteve no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) 15 vitórias para retirada de fake news contra o candidato, informou o Painel da Folha de S.Paulo. A maioria das postagens estavam em redes sociais de perfis bolsonaristas – dentre elas, publicações do próprio Jair Bolsonaro (PL), que associou Lula falsamente ao PCC.

Entre as postagens também está uma falsificação de uma foto em que Suzane von Richthofen, condenada por matar os pais, é posta ao lado de Lula, e uma em que um político do PT ao lado do candidato petista é falsamente identificado como irmão de Adélio Bispo, autor da suposta facada contra Bolsonaro.

Candidatos à presidência repudiam assassinato por briga política em MT


Benedito Cardoso dos Santos era defensor do ex-presidente Lula e foi morto a facadas por Rafael Silva de Oliveira, apoiador de Jair Bolsonaro (PL).

João Aguiar | Repórter MT

Reprodução

image

Candidatos ao cargo de presidente da República publicaram mensagens em suas redes sociais, nesta sexta-feira (09), em protesto ao assassinato de Benedito Cardoso dos Santos, 42 anos, durante uma briga política, na noite de quarta-feira (07), em Confresa (1.169 km de Cuiabá).

Benedito era defensor do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e discutiu sobre política com o colega de trabalho, Rafael Silva de Oliveira, 22 anos, apoiador do presidente Jair Bolsonaro (PL). A vítima acabou sendo morta com pelo menos 15 golpes de faca e o assassino ainda tentou decapitá-la.

Rafael confessou o crime à Polícia Civil e foi autuado em flagrante por homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e meio cruel. Ele foi encaminhado até a delegacia, onde foi colocado à disposição da Justiça. O acusado passou por audiência de custódia e a prisão foi convertida para preventiva.

O ex-presidente Lula lamentou a notícia e afirmou que “a intolerância tirou mais uma vida”. 

“É com muita tristeza que soube da notícia do assassinato de Benedito Cardoso dos Santos, na zona Rural de Confresa. A intolerância tirou mais uma vida. O Brasil não merece o ódio que se instaurou nesse país. Meus sentimentos à família e amigos de Benedito”, escreveu Lula.

O candidato Ciro Gomes (PDT) pediu paz.

“Mais uma vítima da guerra fratricida, semeada por uma polarização irracional e odienta que pode inundar de sangue o nosso solo. Abaixo a violência política. O Brasil quer paz!”, publicou Ciro.

A candidata Simone Tebet (MDB) afirmou que “a incitação ao ódio leva à violência fez mais uma vítima”.

“O presidente, como representante do povo, precisa clamar por paz e união. A incitação ao ódio leva à violência, que faz mais uma vítima. Chega de briga! Chega de divisão! Enquanto eles separam o Brasil, nós vamos uni-lo com amor e coragem!”, escreveu.

Já a presidenciável Soraya Thronicke (União Brasil), disse que brasileiros morrem “por causa de adversidade política e partidária”.

“Estamos regredindo de mãos dadas c/ a barbárie. Tem gente morrendo no Brasil por causa de adversidade política e partidária. Enquanto eles brigam, quem apanha é o povo brasileiro. Envergonham o País c/ corrupção, nos distraem c/ a polarização e, além disso, derramam sangue alheio”, afirmou.

O presidente Jair Bolsonaro (PL) ainda não se pronunciou sobre o caso.

sexta-feira, 9 de setembro de 2022

Conab prevê safra de grãos superior a 271 milhões de toneladas


Agência Brasil

CNA/Wenderson Araujo/Trilux

image

Os agricultores brasileiros devem colher em torno de 271,2 milhões de toneladas de grãos na safra 2021/2022. A estimativa é dos técnicos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e, se atingida, representará um acréscimo de quase 14,5 milhões de toneladas em comparação com o ciclo anterior.

Apesar da expectativa positiva, a produtividade do principal grão cultivado no país, a soja, foi prejudicada por condições climáticas desfavoráveis registradas em importantes regiões de plantio, como os estados do Paraná, Santa Catarina e em parte do Mato Grosso do Sul. Além disso, no Rio Grande do Sul, a estiagem derrubou à metade a produção da leguminosa.

Diante dos prejuízos registrados nessas e em outras unidades, os técnicos da Conab calculam que os sojicultores colherão cerca de 125,6 milhões de toneladas do grão – uma redução de cerca de 10% em relação à safra 2020/2021. Com isso, o estoque de passagem da safra 2020/21 passou para 8,85 milhões de toneladas e a projeção de exportação para 77,19 milhões de toneladas, das quais 66,6 milhões de toneladas já foram exportadas entre janeiro e agosto deste ano.

As estimativas constam do 12º Levantamento da Safra de Grãos, que a Conab divulgou hoje (8). Os responsáveis pelo estudo calculam que a produção total de milho cresça 30% em relação ao resultado anterior, atingindo cerca de 113,2 milhões de toneladas. Graças, principalmente, à retomada da produtividade na segunda safra, que deve responder por algo em torno de 86,1 milhões de toneladas do total previsto.

Alta também para o estoque de passagem para o trigo em 2023, influenciado pela maior produção esperada para o cereal. A previsão é que o estoque finalize em 1,6 milhão de toneladas para a safra com ano comercial de agosto de 2022 a julho de 2023. No caso do milho, a queda na produtividade de importantes regiões produtoras na segunda safra, reduziu o volume esperado para o consumo e exportação do cereal, agora estimados em 76,5 milhões de toneladas e 37 milhões de toneladas respectivamente. Mesmo com essas quedas, a projeção para o estoque final também foi ligeiramente diminuída, saindo de 9,7 milhões de toneladas para 9,4 milhões de toneladas.

Se por um lado a falta de chuva afetou parcialmente a eficiência das lavouras de algodão, agora favorece a colheita, prevista para ser encerrada em setembro, com a possível marca de 2,55 milhões de toneladas. Além disso, as condições climáticas também conferiram uma “muito boa” qualidade à pluma do algodão colhido. Em função do resultado, a Conab ajustou o volume do produto a ser exportado, estimando que as vendas externas não devem ultrapassar 1,9 milhão de toneladas.

No levantamento, também são destacados, positivamente, o plantio de sorgo, e, negativamente, o de feijão. O primeiro, impulsionado pelos preços do milho, registra uma produção recorde de 2,85 milhões de toneladas, um crescimento de 36,9% em relação à safra passada. Já os produtores de feijão enfrentaram problemas climáticos em todas as três safras da leguminosa, cuja produção só deve atingir 3 milhões de toneladas, o que é suficiente para suprir apenas a demanda interna nacional.

Já no caso do arroz, os técnicos da Conab estimam que serão colhidos cerca de 10,8 milhões de toneladas, o que representa uma diminuição em relação a 2020/21 e também suficiente para abastecer o mercado interno. Segundo o estudo, isso se deve à menor destinação de área para o plantio, bem como pela redução na produtividade média nacional.

Ao mesmo tempo, os técnicos preveem um consumo menor do arroz quando comparado com o levantamento divulgado em agosto. Com isso, estimam que os estoques de passagem estarão em níveis “mais confortáveis”, com previsão de que fechem o ano em 2,36 milhões de toneladas. Além disso, reviram as previsões quanto aos volumes do produto a ser exportado e importado.

A nova previsão é que o Brasil exporte 1,4 milhão de toneladas e importe 1 milhão de toneladas de arroz em 2022, sendo a motivação dos ajustes o acompanhamento da evolução das exportações até o momento.