Ceará247 - A ausência de ministros cearenses no governo interino de Michel Temer (PMDB) foi alvo de críticas do presidente da Assembleia Legislativa, Zezinho Albuquerque, na abertura da sessão plenária desta terça-feira (17). “Enquanto Pernambuco tem quatro ministérios, nós, do Ceará, não temos um ministério. Acho que não deveria acontecer porque o Estado tem homens sérios e competentes”, disse, classificando a postura como uma “falta de consideração com o Ceará”.
De acordo com ele, não teve um ministro cearense que desabonasse o cargo que ocupou. “Não tem um ministro do Ceará que tenha passado pelo ministério e que tenha feito coisas não republicanas, pelo contrário, deram grande contribuição ao povo brasileiro”, destacou.
Alguns parlamentares também comentaram o assunto. O deputado Ely Aguiar (PSDC) disse que as colocações do presidente fazem sentido. “Acho que todos nós deputados gostaríamos de ter um representante no ministério porque teríamos mais força política”, reforçou. No entanto, acredita que o Ceará está chorando o leite derramado, lembrando que os Ferreira Gomes “massacraram” o PMDB. “Não fizeram a política da boa vizinhança, e sim de desagregar, e está aí o resultado”, acrescentou.
Na avaliação do deputado Ferreira Aragão (PDT), a equipe ministerial de Michel Temer “é todinho da Dilma, só falta a Dilma”, mas concordou com o presidente afirmando que o Ceará “foi alijado”.
Para o deputado Audic Mota (PMDB), “devemos antes de tudo querer que o Brasil cresça. É um outro momento, de nós darmos as mãos”. E garantiu que o tanto o PMDB do Ceará quanto o senador Eunício Oliveira (PMDB) vão trabalhar muito pelo Ceará. O parlamentar disse ainda que a bancada nordestina está bem representada no ministério do presidente Temer.
O deputado Tomaz Holanda (PMDB) justificou que os partidos indicados fazem parte do “arco de alianças” do governo Michel Temer. “Não vejo nada demais. isto não quer dizer que o Estado do Ceará não tenha homens competentes”, ressaltou.
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