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domingo, 3 de maio de 2020

Sob clima de dor e incompreensão, vítimas de triplo homicídio são sepultadas em Acopiara


Foram sepultadas no fim da tarde deste domingo (3), no cemitério São João Batista, na Vila Ipiranga, em Acopiara, as três pessoas de uma mesma família assassinadas na noite de sábado  (2), no Sítio Freitas, zona rural do município, na região Centro-Sul cearense. 

O produtor rural Antônio do Ó Araújo, de 54 anos; sua esposa, a professora da rede municipal de ensino, Maria de Fátima Silva, 50 anos, e a filha do agricultor, Graciele da Silva Araújo, 25 anos, foram enterrados sob clima de tristeza e incompreensão.

Diante da pandemia do novo coronavírus, o velório contou com a presença de poucas pessoas, entre amigos e familiares. Além do sentimento de dor, os entes buscavam respostas para este bárbaro crime.

“Todos viviam para o trabalho, era uma professora querida, uma família evangélica, sem inimigos e tudo isso foi uma grande surpresa, uma coisa triste que ninguém entende”, disse a professora Débora Albuquerque. “O nosso sentimento é de muita dor”.

Jéssica Martins, também professora da rede municipal de ensino de Acopiara, lamentou a perda dos amigos. “Não sei o que dizer, só choro. É muita dor. Esperamos Justiça”.

Bendito do Ó, irmão de Antônio Araújo, expressou o mesmo desejo de justiça. “A família e a cidade toda está em transtorno, quem nos conhece sabe que não temos nenhuma inimizade. Foi uma surpresa muito grande, a gente não vive de confusão. Nunca ele falou nada para mim sobre algum problema ou ameaça, e todos os dias pela manhã a gente se encontrava com papai para tirar o leite das vacas. É uma dor forte e só esperamos justiça”.

Antônia Maria Ferreira Alexandre, prima da professora assassinada também estava muito abalada. “Era uma pessoa muito boa, maravilhosa e quando soube da tragédia fiquei sem chão. Queremos que descubram o que fizeram com a minha família”.

Consternada, a empresária Luíza Rufino, amiga da família, confirmou a versão dos familiares e disse que os três não possuíam inimigos. “Perdemos uma grande família. Era pessoas do bem, trabalhadoras”, lamentou.

Investigação

O delegado plantonista de Iguatu, Glaube Ferreira, classificou o crime como tragédia e explicou que o delegado titular de Polícia Civil de Acopiara, Rodrigo Silva, vai investigar os crimes a partir desta segunda-feira (04). De acordo com testemunhas, dois homens chegaram em uma motocicleta que ficou estacionada um pouco antes da casa. “As vítimas foram mortas dentro de casa”, confirmou o delegado. “Havia uma criança, filha de Graciele Araújo, mas não foi atingida”.

No momento do crime, o marido de Graciele estava no quintal e contou para a polícia que correu na hora dos disparos. Ele não quis falar com a imprensa.

Cápsulas calibre 38 foram encontradas no local do crime. Antônio do Ó e Maria de Fátima Silva sofreram três tiros na cabeça, cada. “A gente não acredita em tentativa de assalto e nem há relação com tráfico de droga, mas estamos investigando um caso de um assalto que o produtor rural sofreu há algum tempo e parece que havia reconhecido um dos criminosos”.

Com informações do Diário do Nordeste.

Camilo Santana critica apoio de Bolsonaro a atos com aglomeração de pessoas


Foto Evaristo Sá / AFP
O governador do Ceará, Camilo Santana, repudiou, por meio de publicação nas redes sociais, o estímulo do presidente Jair Bolsonaro a manifestações com aglomeração de pessoas em defesa do governo federal, e as agressões sofridas por jornalistas neste domingo (3). O gestor estadual classificou o atual período como "tempos sombrios" vividos pelo Brasil. 
"Aglomerações estimuladas pelo presidente em meio a uma gravíssima pandemia. Jornalistas agredidos no Dia da Liberdade de Imprensa. O Brasil vive tempos sombrios. Mas este é o momento em que mais precisamos ser fortes, para defender a vida e para lutar pela nossa democracia", colocou o governador. 

Na manhã deste domingo, uma carreata de manifestantes pró-Bolsonaro tomou conta da Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Dentro de centenas de carros, gritam palavras de ordem contra o presidente da Câmara dos Deputados e o Supremo Tribunal Federal (STF). Bolsonaro chegou a participar do movimento, que pedia a intervenção militar. 

Por meio de transmissão nas redes sociais antes do ato, Bolsonaro afirmou: "Temos as Forças Armadas ao lado do povo, pela lei, pela ordem, pela democracia, pela liberdade. Nós queremos o melhor para o nosso país. Queremos a independência verdadeira dos três poderes, e não apenas uma letra da Constituição, não queremos isso. Chega de interferência. Não vamos admitir mais interferência. Acabou a paciência. Vamos levar esse Brasil para frente. Acredito no povo brasileiro e nós todos acreditamos no Brasil".

Durante a manifestação em Brasília, quatro profissionais da imprensa foram agredidos verbalmente e fisicamente por defensores do governo. Repórteres do Estado de São Paulo, Poder360 e Folha de São Paulo levaram chutes, murros e rasteiras e só conseguiram sair do local com o apoio da polícia, em uma viatura. 

Manifestação em Fortaleza

Em Fortaleza, o domingo também contou com uma carreata em apoio a Jair Bolsonaro, mesmo com o decreto nº 33.519/2020, do Governo do Ceará, que proíbe a aglomeração de pessoas e o funcionamento de comércio durante o período de isolamento social. 

A carreata percorreu bairros como Aldeota, Dionísio Torres e Cocó, em área nobre da Capital. Alguns motoristas e passageiros foram vistos com bandeiras do País ou vestidos com a camisa do Brasil.

Com informações do Diário do Nordeste.

Em depoimento de 8 horas, Moro mostra conversas e áudios com Bolsonaro


O ex-ministro Sérgio Moro concluiu depoimento de oito horas na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba no fim da noite de ontem. O ex-juiz da Lava Jato foi ouvido sobre suas acusações de tentativa de interferência política do presidente Jair Bolsonaro na corporação. Ele deixou a sede da Polícia Federal por volta das 23h e disse estar 'cansado'.

A oitiva começou por volta das 14h e foi até 22h40, conduzida pela delegada Christiane Corrêa Machado, chefe do Setor de Inquéritos do Supremo Tribunal Federal. As investigações apuram as acusações do ex-juiz da Lava Jato em seu anúncio de demissão, na semana passada.

O ex-juiz da Lava Jato apresentou conversas, áudios e e-mails trocados com o presidente Jair Bolsonaro durante o período que ocupou o Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Durante o depoimento de Moro, grupos de manifestantes pró-governo chamavam o ex-ministro de 'rato' e 'Judas', xingamento utilizado por Bolsonaro nas redes sociais antes da oitiva. "Com tantos crimes maiores, porque ele quis se voltar contra o presidente e sua família?", gritavam do carro de som.

Um grupo de apoiadores de Morro também esteve no local, com faixas de suporte ao ex-juiz e a Operação Lava Jato. Durante a noite, um entregador de delivery levou pizzas para a equipe que acompanhava a oitiva - naquela hora, o depoimento de Moro já durava mais de sete horas. Foram feitas duas pausas durante o dia.

Moro acusou Bolsonaro de trocar o comando da PF para obter informações e relatórios sigilosos de investigações ao anunciar demissão, na semana passada. O Planalto se preocupa com o andamento de inquéritos que apuram esquemas de divulgação de 'fake news' e financiamento de atos antidemocráticos realizados em abril, em Brasília.

"O presidente me disse que queria ter uma pessoa do contato pessoal dele, que ele pudesse colher informações, relatórios de inteligência, seja diretor, superintendente, e realmente não é o papel da Polícia Federal prestar esse tipo de informação. As investigações têm de ser preservadas. Imagina se na Lava Jato, um ministro ou então a presidente Dilma ou o ex-presidente (Lula) ficassem ligando para o superintendente em Curitiba para colher informações", disse Moro, ao comentar as pressões de Bolsonaro para a troca no comando da PF.

A troca de comando na PF foi barrada por liminar do ministro Alexandre de Moraes, que viu indícios de desvio de poder na nomeação de Alexandre Ramagem, diretor da Abin, para a chefia da PF. Ramagem é próximo de Bolsonaro e amigo dos filhos do presidente. A indicação foi anulada pelo Planalto e o presidente ainda estuda recursos contra a decisão judicial.

Moro prestou depoimento e acredita-se que tenha apresentado provas que sustentem suas acusações contra o presidente. À revista Veja, o ex-ministro afirmou que apresentaria provas 'em momento oportuno' - isso incluiu áudios e inúmeras trocas de mensagens pessoais e de governo trocadas com o presidente pelo WhatsApp, aplicativo favorito de Bolsonaro para delegar ordens a subordinados.

O ex-juiz da Lava Jato prestou depoimento acompanhado de advogado e não falou com a imprensa ao chegar e deixar a sede da PF em Curitiba.

O inquérito aberto a pedido do procurador-geral da República, Augusto Aras, mira tanto o presidente quanto Moro. O ex-ministro é investigado por suposta denunciação caluniosa e crime contra a honra. A PGR foi representada pelos procuradores João Paulo Lordelo Guimarães Tavares, Antonio Morimoto e Hebert Reis Mesquita - este último integrou o grupo de trabalho da Lava Jato dentro da Procuradoria-Geral desde a gestão Raquel Dodge.

Ao autorizar na última segunda-feira, 27, a abertura do inquérito, em uma decisão de 17 páginas, o ministro Celso de Mello observou que o presidente da República 'também é súdito das leis', apesar de ocupar uma 'posição hegemônica' na estrutura política brasileira, 'ainda mais acentuada pela expressividade das elevadas funções de Estado que exerce'.

Horas antes do depoimento de Moro, o presidente utilizou suas contas nas redes sociais chamou o ex-ministro de 'Judas' ao divulgar vídeo em que uma pessoa não identificada diz ter ouvido vozes de outras pessoas que falariam com Adélio no momento do crime - mesmo com dois inquéritos da Polícia Federal, um deles já concluído, apontarem que o esfaqueador agiu sozinho.

Durante a manhã, ao deixar o Palácio do Alvorada, o presidente não quis falar com a imprensa, mas disse a apoiadores que não será alvo de nenhum 'golpe' em seu governo."Ninguém vai fazer nada ao arrepio da Constituição. Ninguém vai querer dar o golpe para cima de mim, não", disse.

Com informações Uol via Estadão Conteúdo

Prefeita de Boa Viagem anuncia que testou positivo para o novo coronavírus


Aline Vieira (PL), prefeita do município de Boa Viagem, anunciou em suas redes sociais neste sábado (2) que testou positivo para o novo coronavírus. A administradora pública afirmou que encontra-se em isolamento social e está assintomática. 

A prefeita disse ainda que se submeteu ao teste rápido, que teve resultado positivo, mas ainda aguarda o resultado do exame analisado pelo Laboratório Central de Saúde Pública no Ceará (Lacen). 

"Quero dizer a todos que sempre soube que corria esse risco, porque ninguém está livre desse vírus. Não apresento sintomas, por medida de prevenção estarei em isolamento, sem contato com as pessoas e realizando o meu trabalho através da internet", afirmou Aline. 

Na última atualização da plataforma IntegraSUS, às 09h53 deste domingo (3), o Ceará havia confirmou 8.336 casos da Covid-19 e 641 pessoas perderam a vida por complicações da doença. 

Com informações Diário do Nordeste 

sexta-feira, 24 de abril de 2020

Carreta roubada na BR-163 em Nova Mutum é recuperada em São José do Rio Claro/MT; suspeitos são detidos


POLÍCIA
sexta, 24 de abril de 2020
Uma Carreta Scania R480 prata, roubada na manhã de ontem (23), na BR-163 em Nova Mutum, foi recuperada pela Cavalaria e pela Força Tática na manhã desta sexta-feira (24), próximo ao trevo da Libra no município de São José do Rio Claro/MT.
Após tomar conhecimento do roubo a mão armada, e que o sinal do rastreador se encontrava nas proximidades do trevo da Libra, sentido ao município de São José do Rio Claro/MT.
A equipe da Cavalaria com apoio da Força Tática se deslocou até ao local, localizando a carreta com a carga de soja em meio a um canavial sem o motorista.
O Coronel Fernandes da Cavalaria da PM, quem trás mais Informações da ocorrência; Veja o vídeo;


No interior do veículo WV gol,  preto, foi localizado ferramentas e materiais utilizados para adulteração do veiculo produto de roubo, um carregador de bloqueador de sinal, chupa cabra entre outros objetos.
Já na região, em buscas dos criminosos, A Força tática foi informada de que um veiculo de cor branco, com os  suspeitos que  estariam dando apoio logístico ao grupo criminoso, o veículo foi localizado no período da noite das proximidades, foi dado ordem de parada mais os suspeitos pararam e  correram a pé para dentro do canavial, sendo alcançados, dois foram detidos pela guarnição, um conseguiu fugir. Após abordagem no veículo WV Gol de cor branco, foi localizado em posse dos suspeitos, um rolo de arame de lacre, um comprimido de rebite, e uma balança de precisão.
O terceiro suspeito que havia conseguido fugir, foi detido nesta manhã pela força tática, na entrada de São José do rio Claro/MT, o mesmo havia rendido um caminhoneiro com sua família.
A Carreta apreendida, os veículo usados na ação criminosa e o suspeitos de 19 e 42 foram encaminhados a Delegacia Judiciária Civil de Nova Mutum/MT para as devidas providências. já o terceiro suspeito foi encaminhado á delegacia de São José do Rio Claro.

TEXTO: Redação Agitos Mutum
FOTOS: Leandro Campos/Agitos Mutum

Aras pede ao STF para investigar acusações de Moro contra Bolsonaro

O Procurador-Geral da República pediu que o STF abra inquérito para apurar crimes de falsidade ideológica, coação no curso do processo, advocacia administrativa, prevaricação e obstrução de justiça possivelmente cometidos por Bolsonaro e delatados pelo ex-ministro Moro nesta sexta-feira
Augusto Aras e Jair Bolsonaro
Augusto Aras e Jair Bolsonaro (Foto: Divulgação)
247 - O Procurador-Geral da REpública, Augusto Aras, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que abra inquérito para investigar supostos crimes cometidos por Jair Bolsonaro e delatados pelo ex-ministro da Justiça Sergio Moro nesta sexta-feira (24).
A PGR aponta crimes de falsidade ideológica, coação no curso do processo, advocacia administrativa, prevaricação, obstrução de justiça, corrupção passiva privilegiada, denunciação caluniosa e crime contra a honra.
A decisão de abertura do inquérito precisa de aval do Supremo, que é dado pelo ministro relator ainda não definido.
“A dimensão dos episódios narrados revela a declaração de Ministro de Estado de atos que revelariam a prática de ilícitos, imputando a sua prática ao Presidente da República, o que, de outra sorte, poderia caracterizar igualmente o crime de denunciação caluniosa”, alega Aras.
“Indica-se, como diligência inicial, a oitiva de Sergio Fernando Moro, a fim de que apresente manifestação detalhada sobre os termos do pronunciamento, com a exibição de documentação idônea que eventualmente possua acerca dos eventos em questão", acrescenta.
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Moro tem provas documentais para derrubar Bolsonaro


Interlocutores do ex-ministro da Justiça relataram que Sérgio Moro e Jair Bolsonaro tiveram inúmeras conversas pessoais e de governo pelo WhatsApp, que podem comprovar as acusações feitas pelo ex-juiz
Sérgio Moro e Jair Bolsonaro
Sérgio Moro e Jair Bolsonaro (Foto: Anderson Riedel/PR | Marcos Corrêa/PR)
247 - As acusações de Sérgio Moro contra Jair Bolsonaro estão respaldadas em provas documentais.
Segundo os jornalistas Andreza Matais e Fausto Macedo, do Estado de S. Paulo, interlocutores do ex-ministro relataram ao Estado que Moro e Bolsonaro tiveram inúmeras conversas, pessoais e de governo, especialmente pelo WhatsApp, canal usado pelo presidente para dar ordens aos subordinados.
"Essas fontes observaram que Moro tem uma experiência de 22 anos na função de juiz criminal e sabe, como poucos, que não se acusa alguém sem provas concretas. Pelo menos sete crimes que Bolsonaro teria cometido foram apontados pelo ex-ministro no pronunciamento que fez nesta sexta-feira. Moro surpreendeu até sua equipe ao revelar com detalhes que o presidente manifestou interesse em interferir na autonomia da Polícia Federal. Ordens que ele nunca repassou. Bolsonaro nunca teve uma conversa a sós com o diretor-geral da PF, Maurício Valeixo", afirmam os jornalistas.

Moro pede demissão do governo: “Foi prometida carta branca”


O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, pediu demissão do governo hoje pela manhã. A demissão foi motivada pela troca no comando da Polícia Federal. A entrevista de Moro está sendo concedida no Ministério da Justiça.

“Disse ao presidente que não havia problema em trocar o comando da PF. Mas para isso era necessário uma causa, um motivo concreto”, disse o agora ex-ministro. “Não é a questão do nome. Há outros bons nomes. O problema da troca era uma violação da promessa de que eu teria carta branca. Em segundo lugar não havia causa para a troca. E haveria interferência política na Polícia Federal”, disse Moro.

“Falei ao presidente que seria uma interferência política. Ele disse ‘seria mesmo', afirmou Moro. “O presidente me disse que queria ter uma pessoa da confiança dele, que ele pudesse ligar, obter informações. E esse não é o papel da Polícia Federal. As investigações têm que ser preservadas”, afirmou. “O grande problema não é quem entra, mas por que entra”, afirmou Moro. “Busquei uma solução alternativa para tentar evitar uma crise política durante a pandemia. Mas entendi que não podia deixar de lado meu compromisso com o estado de direito”, disse. “A exoneração é um sinal de que o presidente não me quer no cargo”, afirmou.

Ele ainda falou sobre seu futuro após deixar o governo. “Abandonei a magistratura. É um caminho sem volta. Agora vou descansar um pouco. Depois vou procurar um emprego. Não enriqueci, nem como magistrado nem como ministro”.

Mudança durante pandemia

Moro lamentou precisar fazer pronunciamento durante pandemia. “Queria ao máximo evitar que isso acontecesse; mas aconteceu. Não foi por minha opção”, afirmou. Ele abriu o pronunciamento relembrando a carreira e ressaltando a importância da Operação Lava Jato. “Antes de assumir o cargo, fui juiz federal por 23 anos, tive diversos casos criminais relevantes e desde 2014 tivemos em particular a Lava Jato. Que mudou o patamar de combate à corrupção no país. Aquela grande corrupção, que em geral era impune, esse cenário foi modificado”.

“Foi me prometido na ocasião carta branca para nomear todos os assessores, inclusive dos órgãos policiais, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Federal”. O agora ex-ministro afirmou que entende as críticas que recebeu e que seu objetivo principal era o “combate à corrupção”.

Ele negou ainda que tivesse exigido um cargo no STF para assumir o ministério. Moro afirmou ainda que a única condição que pediu foi um auxílio para sua família em caso de “algo acontecesse”, pois havia aberto mão de seu benefício da Previdência ao deixar o Judiciário. “Uma única condição eu coloquei, não ia revelar, mas agora não faz mais sentido esconder. Como eu estava abandonando 22 anos de magistratura, perdia a previdência. Pedi apenas que se algo me acontecesse, que a minha família não ficasse desamparada, sem uma atenção”, afirmou.

Segundo Moro, ele aceitou o cargo após Bolsonaro concordar com as condições impostas por ele. “Minha avaliação é que a aceitação foi bem acolhida pela sociedade. Me via como também um garantidor, pelo meu passado de juiz e meu compromisso com o estado de direito, que eu poderia ser um garantidor da lei e da imparcialidade e autonomia dessas instituições.” Na coletiva, ele exaltou ainda o desempenho do Ministério da Justiça no combate ao tráfico de drogas e à corrupção. Ele citou dados como a queda de 19% em assassinatos em 2019.

Troca na PF

Na quinta-feira (23), Bolsonaro informou a Moro sobre a troca na PF, que foi oficializada hoje no Diário Oficial da União. Maurício Valeixo, que deixou o cargo, tinha total confiança do ministro. Desde o ano passado, Bolsonaro falava em trocar o comando da PF a fim de ter maior influência sobre a corporação.

A postura do presidente perante a pandemia de coronavírus também pesou na decisão do ministro. O presidente tem contrariado orientações do órgão de saúde e provocado aglomerações em saídas por Brasília. Bolsonaro também demonstra publicamente ser contrário ao isolamento social, atualmente a única medida considerada eficaz de combate da doença.

Na Polícia Federal, a expectativa é de que Bolsonaro nomeie o diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem, como chefe da PF.

Com informações IstoÉ

Ceará passa de 5,1 mil casos de coronavírus e registra 293 mortes


Já passa de 5,1 mil o número de pessoas infectadas pelo novo coronavírus em 124 municípios do Ceará. O número de casos agora é de 5.521. Em 24 horas, o estado registrou mais 22 confirmações de óbitos e agora contabiliza 293 mortes em decorrência da Covid-19. Fortaleza ultrapassou a marca dos 4 mil casos da doença. Os dados são da plataforma IntegraSUS da Secretaria Estadual da Saúde (Sesa) atualizada às 18h05 desta sexta-feira (24).

Do total de infectados, a Capital acumula 4.063 e 228 óbitos, sendo a cidade com maior circulação do novo coronavírus. Com 181 e 109 casos, respectivamente, Caucaia e Maracanaú, na Região Metropolitana, aparecem na sequência.

Em todo o Ceará, a Sesa informa que investiga 15.989 casos e já realizou 19.753 exames para testagem da doença. A taxa de letalidade da Covid-19 está em 5,7%. 

Com informações Diário do Nordeste 

domingo, 19 de abril de 2020

Bolsonaro abre o jogo: que morram quantos tiverem de morrer

Bolsonaro fala com apoiadores em frente ao Palácio do Planalto

Nas últimas horas, em duas falas, Jair Bolsonaro foi o mais explícito possível quando ao seu plano macabro para o Brasil na pandemia: que o isolamento social acabe, a vida volte ao normal e morram quantos tiverem de morrer.
Nesta sexta-feira, na posse do novo ministro da Saúde, Nelson Teich, ele afirmou: “abrir o comércio é um risco que eu corro, se agravar vai cair no meu colo”. Quis dizer, o desgaste será seu, mas está disposto a pagar esta conta.
Na conta de Bolsonaro já está boa parte das 2.347 mortes. Alguns dos que morreram podem ter caído em seu canto de sereia, podem ter se mirado em seus maus exemplos e se descuidado da autoproteção, rompendo o isolamento. Mas quem morrer não vai para o colo de Bolsonaro, vai para a sepultura. Será que não pensam nisso os que apoiam sua pregação genocida?
Hoje, em mais um mau exemplo, ele foi receber um grupo de apoiadores na porta do Palácio do Planalto, onde juntaram-se os que pedem a volta ao trabalho e católicos que combatem o projeto que flexibiliza a proibição do aborto, que nem está em pauta neste momento. Quase todos sem máscara, aglomerados na porta do palácio, entregando objetos que Bolsonaro pegava com a mão. Nem mesmo os PMs da segurança estavam todos de máscara. Um desatino total.  E ali Bolsonaro disse que “70% vão pegar (o vírus), não tem como. Se não for hoje vai ser amanhã, vai ser daqui a um mês. Nós temos é que trabalhar e proteger os mais idosos”. Disse ainda que vai resistir a um suposto golpe: “ninguém vai me tirar daqui”.
Além de ter uma visão fatalista da pandemia, Bolsonaro demonstra que não está entendendo nada da estratégia mundial de retardar a contaminação da população para evitar o colapso do sistema de saúde. Pois se todos “voltarem ao normal”, os hospitais ficarão entupidos, não haverá leitos nem UTIs, haverá mortos pelos corredores, como já aconteceu em Manaus. Teremos médicos escolhendo quem vai morrer e quem vai se tratado, como aconteceu na Itália.
Quando ele diz que 70% vão pegar mesmo o vírus, e que devem todos voltar ao trabalho, ele está ignorando completamente o risco de colapso. Ainda que 70% venham a ser infectados, isso não pode acontecer ao mesmo tempo, se não teremos o caos hospitalar. Ou Bolsonaro não consegue entender nisso, por burrice mesmo, ou não se importa que isso aconteça, morram quantos morrerem.
Ninguém sabe dizer de onde ele tirou este número de 70% mas está pregando uma espécie de darwinismo epidemiológico. Que todos enfrentem o vírus, e os que forem mais fortes vão sobreviver. Quem tiver que morrer, que morra.  E agora ainda temos o novo ministro da Saúde “completamente afinado” com o chefe. Esta declaração de que a compra de respiradores é desperdício, porque não teremos o que fazer com eles depois também joga a favor da morte.
Uma vida pode depender de um respirador, e ele acha que não são necessários.  Mas Bolsonaro sabe, e ele mesmo reconheceu hoje na confraternização macabra na porta do Planalto, que não tem poder sobre os governadores, que não pode determinar a reabertura do comércio. Então, está fazendo sua narrativa para o futuro, para quando sobrevier a conta econômica da pandemia: “eu bem que defendi os empregos mas os todos ficaram contra mim”. O problema é que sua estratégia narrativa, sua pregação da volta à normalidade, é produtora de mortes.

“Forças ocultas” podem levar Bolsonaro à renúncia

A situação política do presidente Jair Bolsonaro se agrava, a cada minuto, hiato no qual diminui rapidamente sua popularidade, em queda livre, apesar de ainda contar, por enquanto, com o nada desprezível capital que ainda acumula, algo em torno de menos de 30% da população. Porém, até mesmo esse núcleo duro bolsonarista poderá se esvair, caso haja agravamento geral da crise sanitária e econômica provocada pela pandemia da COVID-19. Sendo assim, não é muito difícil prever que o presidente vai terminar renunciando.

A tendência existe e tem sido sinalizada por vários segmentos, da oposição e do próprio governo. O manifesto assinado por lideranças de oposição, como Fernando Haddad, Ciro Gomes, Guilherme Boulos, Flávio Dino e presidentes nacionais de todos os partidos de esquerda, exigindo sua renúncia, é um belo indicativo. Os generais que o rodeiam no Palácio do Planalto também não estão muito satisfeitos com Bolsonaro, que se tornou incontrolável. Esses militares se transformaram em “bombeiros”, apagando incêndios a toda hora.

Jair nunca teve compostura, ética, bagagem intelectual, qualificação técnica, compromisso com a sociedade, entre outros aspectos nada qualificadores, para exercer os cargos que ocupou, ao longo de sua vida profissional e trajetória como parlamentar. Muito menos não o tem, nem nunca terá, para ocupar o de Presidente da República, que é uma instituição em si. Ou seja, ele não respeita, até agora não respeitou e dificilmente respeitará, em momento algum, a liturgia da posição que ora ocupa.

No limite da paciência

Por isso, não é de se admirar que até mesmo esteja no limite a paciência dos generais da ativa – exceto os de pijama, de extrema-direita, bolsonaristas de carteirinha –, que teoricamente assessoram Jair, no Palácio do Planalto. Certamente, há canais de comunicação ativados entre a ala presidencial – e outros setores do governo federal –, o Congresso Nacional, Supremo Tribunal Federal (STF) e setores do empresariado, que trabalham com o cenário de renúncia, por força das circunstâncias, insuportáveis até agora.

O presidente, em sua cruzada negacionista, pode até ter um ganho fôlego extra, na briga com o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, que teria contrariado esses generais, ao ter dado declarações, em entrevista ao Fantástico, da Rede Globo, responsabilizando Bolsonaro pelo sinais trocados no combate à epidemia. Ao que parece, a ordem é desconstruir, desmoralizar o ministro, minando, de forma efetiva, as ações do governo federal no sentido de combater as consequências da pandemia da COVID-19 no Brasil.

O objetivo seria ridicularizar Mandetta, até ele tomar a iniciativa de pedir demissão do próprio posto ministerial. Ficaria fácil acusá-lo de abandonar o País no momento mais necessário da história, em nome de motivações menores referentes a orgulho ferido, oportunismo político-eleitoral, insubordinação, etc. Mas o ministro teria o antídoto: ficar, dobrar a aposta na falta de coragem de arcar com o ônus de sua exoneração, a ser assumido por Bolsonaro, e criticar o chefe, por contrariar as recomendações da OMS e propagar o genocídio.

Janaína Paschoal diz que Bolsonaro é burro e que "não dá para votar nele em 2022"


"Muita gente vê assim, sei lá, algo de muito sábio. Eu não consigo ver. Para mim, é uma grande burrice. Porque ele poderia estar liderando esse momento, até para coordenar a reabertura em alguns locais", diz a deputada que fez o parecer usado no golpe de 2016
(Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados | José Cruz/Agência Brasil)
247 – A deputada estadual Janaína Paschoal (PSL-SP), autora do parecer comprado por R$ 45 mil para ser usado no golpe de estado de 2016 contra a ex-presidente Dilma Rousseff, agora diz que Jair Bolsonaro é burro e que será impossível votar nele em 2022. “Muita gente diz para mim: ‘Janaina, você tem que entender que ele está fazendo isso para chegar não sei onde’. Muita gente vê assim, sei lá, algo de muito sábio [nas atitudes do presidente]. Eu não consigo ver. Para mim, é uma grande burrice. Porque ele poderia estar liderando esse momento, até para coordenar a reabertura em alguns locais. Reabrir alguns locais não é ruim: a gente pode avaliar a evolução dos números, pode comparar onde está tudo fechado. É uma experiência nova para o mundo todo. Todos nós estamos inseguros sobre quais passos dar”, disse ele, em entrevista ao site Antagonista.
“Agora, quando ele adota uma postura de birra – porque, para mim, ele faz birra –, ele perde todo esse potencial de liderança. É nesse sentido que eu não consigo ver estratégia. Eu não consigo ver inteligência. E a falta de estratégia e inteligência é tal que não dá para votar nele em 2022. Porque ninguém aguenta mais esse inferno. Cada hora é uma confusão que ele cria, que os filhos criam, que aquele núcleo cria. O país, para evoluir, precisa de um pouco de tranquilidade”, concluiu a deputada, que também falou na possibilidade de as forças armadas se levantarem contra ele.
“Leia lá: qualquer dos poderes pode acionar as Forças Armadas, não só o Executivo. O que eu quis dizer foi que, na medida em que ele está criando o caos, podem acioná-las contra ele. Os bolsonaristas só leem a primeira metade do dispositivo”, complementou Janaina, após a entrevista.

ACOPIARA: PREFEITO E SECRETÁRIA DA SAÚDE FAZEM PRONUNCIAMENTO


Na tarde deste sábado (18), o prefeito de Acopiara Antônio Almeida Neto, juntamente com a Secretária da Saúde Fábia Almeida, fizeram pronunciamento em redes sociais, para divulgar o balanço das ações que o Poder Público Municipal vem desenvolvendo na prevenção e combate ao Covid-19.

Sempre que usou da palavra o prefeito Antônio Almeida pediu a ajuda da população, pois sem a compreensão do isolamento social, tudo que a administração faça será em vão.

Ao falar sobre o trabalho de desinfecção que acontece na cidade, o gestor municipal informou que os distritos também serão contemplados com essa ampla higienização e o primeiro será o distrito de Santo Antônio, onde ruas, praças, PSF, escolas, igrejas, órgãos públicos, serão desinfectados. A Vila de Santo Antônio causa uma certa preocupação das autoridades e por isso será o primeiro local na zona rural a ser atendido.

Antônio Almeida também disse que as 6.900 cestas básicas começaram a serem distribuídas hoje para os alunos matriculados na rede de ensino municipal, tanto os da sede, como os da zona rural. Explicou o porquê da demora, que foi em decorrência dos trâmites legais e ficou muito triste com o que vereadores de oposição fizeram, divulgando inverdades sobre a merenda escolar.

Também informou que autorizou à Cozinha Comunitária, localizada na Vila Esperança, que distribuísse diariamente 300 sopas para as pessoas mais carentes.

Mandou também confeccionar 20 mil máscaras feitas no próprio município, incentivando assim o empreendedorismo local e que a tendência nas próximas horas era de que possa baixar um decreto, onde todos os cidadãos que estiverem nas ruas deverão usar máscaras.

Pediu aos políticos da oposição que parassem com essa politicagem exagerada que existe atualmente no município e que os opositores peçam que seus deputados que foram votados aqui, ajudem ao povo acopiarense, se não quisessem doar dinheiro, que doassem produtos de higiene pessoal e mantimentos alimentícios.

No final de sua participação o prefeito disse:

"Vamos salvar o nosso povo... Vamos amenizar o sofrimento das pessoas... Vamos nos unir em torno da vida do povo de Acopiara... Juntos vamos enfrentar e vencer essa pandemia no município de Acopiara".

SECRETÁRIA FÁBIA TAMBÉM SE PRONUNCIOU

A Secretária da Saúde de Acopiara Fábia Almeida também se pronunciou à população e tratou mais da parte técnica de ações de enfrentamento e prevenção ao novo coronavírus.

A mesma chamou a atenção de que qualquer pessoa que tenha problemas no aparelho respiratório, deve procurar atendimento de urgência no hospital municipal.

Lembrou que Acopiara é o único município na região que conta com uma equipe de monitoramento exclusiva para casos de covid-19. 

Disse que uma unidade básica sentinela começará a funcionar na próxima semana para atender problemas gripais e respiratórios.

Informou que dois casos de óbito suspeitos de covid-19 foram descartados através de exames realizados pelo Lacen, que é o Laboratório Central do Governo do Estado e o responsável pelos exames oficiais no Ceará.

Sobre uma morte suspeita no dia de hoje, Fábia Almeida informou que foi realizado o teste rápido no cidadão falecido e que o teste deu negativo, mas mesmo assim enviou amostras para serem examinadas pelo Lacen em Fortaleza, afim de que ele comprove a negatividade do teste rápido ou não, pois é determinação da Secretaria da Saúde do Estado, todo esse procedimento. Agora é esperar o resultado vir da capital cearense.

Divulgou os últimos dados sobre o covid-19 em nosso município, informando que foram confirmados dois casos, onde as pessoas estão estáveis e 08 descartes.

A Secretária da Saúde falou também que foi montada uma equipe especialmente para dar apoio e atenção especial às famílias na Vila de Santo Antônio, onde surgiram casos e mortes suspeitas do novo coronavírus.

Lamentou também a falta de sensibilidade por parte dos políticos de oposição, que ao invés de ajudarem ,só atrapalham a atual administração, que vem fazendo o melhor para barrar essa pandemia.
     

CEARÁ: Governador Camilo Santana irá prorrogar decreto



Na tarde deste sábado, 18, o Governador Camilo Santana informou por meio de live que irá prorrogar o Decreto Estadual de N° 33.519 do dia 19 de março de 2020 para o enfrentamento da pandemia do novo coronavírus. 

O governador informou que o isolamento social, continua sendo a melhor maneira de salvar vidas. Ainda na live, Camilo voltou a criticar fortemente a disseminação das fake news. 

Camilo tratou ainda de informar que o estado do Ceará está fazendo 700 testes de coronavírus por dia e que a meta, é que sejam mil testes por dia. A dificuldade está, na aquisição destes testes.

O decreto do isolamento social tem sua validade até meia noite desta segunda-feira, 20. A nova data será divulgada no mesmo dia.

Com informações Cnews

quinta-feira, 2 de abril de 2020

Ceará registra oito mortes por coronavírus



O Ceará registrou mais uma morte por novo coronavírus e passa a ter o total de oito óbitos causados pela Covid-19, de acordo com balanço do Ministério da Saúde, divulgado na tarde desta quarta-feira (1º). O número de pessoas infectadas pelo novo coronavírus aumentou para 444 no estado, segundo a pasta.

O Ceará é o 3º estado do Brasil com o maior número de casos confirmados de Covid-19, ficando atrás apenas de São Paulo (2.981) e Rio de Janeiro (832). 

Estado de calamidade

O governo avalia decretar estado de calamidade pública na saúde do Ceará em razão da pandemia do novo coronavírus, segundo informou o governador Camilo Santana na manhã desta quarta-feira (1º). Atualmente, o Ceará encontra-se em estado de emergência por causa da doença.

"Tanto a Procuradoria-Geral do Estado como a nossa equipe econômica estão avaliando a questão da gente enviar pra Assembleia (Legislativa) uma lei transformando o Ceará em estado de calamidade Pública", declarou o chefe do executivo estadual.

Suspensão das aulas

O governador do Ceará Camilo Santana decretou nesta terça-feira (31) mais 30 dias de suspensão de aulas presenciais em escolas e universidades públicas e particulares, já que o prazo do cancelamento anterior está terminando. Portanto, com a prorrogação de mais 30 dias, as aulas voltam em 4 de maio.

A rede particular pode aproveitar esse período para férias ou adotar aulas remotas. Nas escolas públicas, não haverá férias, e sim, aulas a distância, de acordo com a Secretaria da Educação (Seduc).

Com informações G1

Doria aproxima-se de Lula numa virada histórica, depois de elogio do ex-presidente


Para combater o inimigo em comum, o coronavírus, o ex-presidente Lula e o governador de São Paulo, João Doria, fizeram um movimento histórico de aproximação. Lula destacou o empenho de Doria no combate à pandemia, enquanto Doria respondeu: “Temos muitas diferenças. Mas agora não é hora de expor discordâncias. O vírus não escolhe ideologia nem partidos”
João Doria e Lula
João Doria e Lula (Foto: Gov. SP | Ricardo Stuckert)
247 - Para combater o inimigo em comum, o coronavírus, o ex-presidente Lula e o governador de São Paulo, João Doria, fizeram um movimento histórico de aproximação na manhã desta quarta-feira (2). Lula destacou em suas redes sociais o empenho de Doria no combate à pandemia, enquanto Doria respondeu: “Temos muitas diferenças. Mas agora não é hora de expor discordâncias. O vírus não escolhe ideologia nem partidos”.
Lula ressaltou em sua postagem o papel positivo que Doria vem desempenhando no combate ao vírus: “A gente tem que reconhecer quem está fazendo um trabalho sério nesta crise”, disse ele.
Doria foi um dos maiores algozes de Lula. Ele fez campanha explícita pela prisão do ex-presidente, chamando-o diversas vezes de ladrão, e foi eleito através do “BolsoDoria”, dobradinha com Jair Bolsonaro.

terça-feira, 3 de setembro de 2019

Guilherme Dalla Déa reforça confiança na Seleção Sub-17 no Mundial


A dois meses para o início do Mundial, FIFA reúne treinadores e representantes das 24 seleções para tratar assuntos estruturais da competição
FIFA U-17 World Cup Brazil 2019 - Team Workshop
Créditos: FIFA/Getty Images
A menos de dois meses para o início da Copa do Mundo Sub-17 do Brasil, a expectativa é alta nas cidades-sedes pelo início do torneio FIFA. Nesta quinta-feira (29), a capital federal Brasília, que terá o Estádio do Bezerrão como um dos gramados da competição, recebeu treinadores e representantes das 24 seleções classificadas para uma reunião geral. Na pauta, informações fundamentais para as delegações sobre logística, segurança, transporte, atendimento à imprensa e questões médicas durante o Mundial.
O encontro contou com a presença do ex-goleiro da Seleção Brasileira, Júlio César, além de profissionais da imprensa que trabalharão na cobertura do evento esportivo. O técnico da Seleção Brasileira Sub-17, Guilherme Dalla Déa, comentou sobre a responsabilidade de conduzir o time brasileiro no próprio país.
– É muito grande (responsabilidade). Mas eu transformo toda essa expectativa em trabalho para desenvolvermos um bom jogo, um bom futebol. É isso que o torcedor poderá ver. Vamos mostrar a qualidade dos nossos jovens atletas e apresentar um jogo bonito. Com certeza, com o incentivo da nossa torcida, a gente vai fazer um grande Mundial.
O troféu que premiará o vencedor do Mundial ficou exposto durante a reunião. Apenas campeões ou chefes de estado podem carregar a peça tão desejada. Júlio César, vice-campeão Sub-17 na edição de 1995, brincou com o treinador Dalla Déa:
– Professor, você deve estar cheio de vontade de pegá-la, né? Ganhe ela para a gente!
Os dois, então, tiraram uma foto simulando o desejo de encostar na taça. O treinador brasileiro reforçou a dificuldade da competição e a qualidade das equipes que estarão na disputa. Dalla Déa, contudo, elogiou a preparação do Brasil para o Mundial e citou a confiança que deposita nos meninos da Sub-17.
– Pelos nossos últimos jogos, é possível enxergar a nossa consistência como equipe. Acredito que podemos representar muito bem nosso país. Não esquecer da competitividade, mas buscar fazer um jogo bonito, alegre, como deve ser o futebol brasileiro. Nosso objetivo é fazer nossa equipe jogar bem, trazer o torcedor para o nosso lado, para que ele seja o 12º jogador. Isso vai nos dar uma força e vai fazer uma diferença muito grande nessa Copa.
A Seleção Sub-17 embarca no próximo domingo (1) para a Inglaterra onde disputará três amistosos contra Coreia do Sul, Austrália e a seleção inglesa. O time iniciará a preparação final para a Copa do Mundo no início de outubro. A estreia brasileira será contra o Canadá no dia 26 de outubro, no Estádio Bezerrão, às 17h.
Guilherme Dalla Déa fala com jornalistas durante evento da FIFA em Brasília Guilherme Dalla Déa fala com jornalistas durante evento da FIFA em Brasília
Créditos: Bruno Pacheco/CBF

Citado na Vaza Jato, Gebran nega a Lula acesso a mensagens


Apesar das investigações sobre o caso de suposto hackeamento ainda estar em andamento, o desembargador João Pedro Gebran Neto, do TRF4, concluiu que os diálogos divulgados pelo site The Intercept e reconhecidos pelos procuradores não são válidos nem podem ter considerada sua “qualidade” e negou acesso da defesa do ex-presidente Lula às mensagens
247 - O desembargador João Pedro Gebran Neto, relator da Lava Jato no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), negou o pedido feita pela defesa do ex-presidente Lula de ter o acesso às mensagens reveladas pela Vaza Jato que mostram o conluio e a ação persecutória dos procuradores da força-tarefa da Lava Jato com o então juiz Sergio Moro, hoje ministro da Justiça.
Segundo o desembargador, a “ilegalidade da obtenção do material” torna “impossível o seu aproveitamento” na ação. Apesar das investigações sobre o caso de suposto hackeamento ainda estar em andamento e nada até agora provar que o conteúdo revelado tem ligação com tais hackers, Gebran concluiu que os diálogos divulgados pelo site The Intercept e reconhecidos pelos procuradores, não são válidos nem podem ter considerada sua “qualidade”.
“Deve ser assinalado que a sentença, cujas apelações pendem de exame nesta Corte, não foi proferida pelo magistrado cuja imparcialidade se procurar arranhar nas notícias jornalísticas, bem como que o exame que se fará decorre recai sobre os argumentos da partes e sobre as provas que estão encartadas nos autos, e não sobre pretensos diálogos interceptados ilegalmente que em nada contribuem para o deslinde do feito”, diz Gebran.
E acrescenta: “Por todo esse conjunto de fatores, sobretudo pela ilegalidade da obtenção do material e, por isso, sendo impossível o seu aproveitamento pela sua ilicitude, não há como acolher a pretensão da defesa”, completa.
Vale lembrar que Gebran também foi citado na Vaza Jato. A revista Veja em parceria com o The Intercept divulgou conversas em que Deltan Dallagnol, procurador chefe da força-tarefa, fala de encontro com Gebran em que o desembargador teria dito que as provas do caso Adir Assad, um dos operadores de propinas da Petrobras e de governos estaduais, seriam fracas.