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| Dr.Robinho Almeida |
A sede de justiça no mundo atual atinge proporções de grande magnitude.Observa-se o grande número de pessoas que diariamente procuram advogados na intenção de que eles resolvam os seus problemas com a justiça, que em muitos casos demora e tarda mas termina por não falhar, premiando com justiça aos inocentes e com sanções e penalidades os culpados por crimes e infrações cometidas.
No dia 14 de novembro de 2013, o tribunal do juri de Acopiara reuniu-se sobre a presidência da Meritíssima Juíza Dra. Isabela Mendonça Alexandre para julgar um criminoso por latrocínio acontecido há trinta e oito anos passados no sítio Pitombeiras em Acopiara. O réu foi preso por alguns anos e depois recomendada sua transferência para uma instituição psiquiátrica em Fortaleza por suspeita de desvio de conduta mental. Cachaceiro inveterado o mesmo sofria de alcoolismo crônico quando cometeu o crime.
Em Fortaleza conseguiu fugir da instituição psiquiátrica tornando-se um foragido da justiça com paradeiro ignorado e não se sabe até hoje.. Talvez muito provavelmente que o mesmo esteja morto. Já com setenta e poucos anos, levando uma vida de fugitivo e desregrada, abandonado pela família vivendo de pequenos furtos por não ter ocupação fixa e acima de tudo alcoólatra, levamos a crer que o mesmo já seja falecido.
O advogado que o defendeu no juri, Dr.Robinho Almeida acredita ser um caso inédito no Brasil, o julgamento de um provável falecido. O Promotor Público Dr. Naelson Barros depois de uma vigorosa explanação calcada nos autos do processo, deixou claro a culpabilidade do réu ao cometer o latrocínio, após uma bebedeira em um bar daquela região. Ele, o réu assumiu a autoria do crime no momento de sua prisão alguns dias depois. Contra fatos não há argumentos. Contudo Dr. Robinho Almeida iniciou suas palavras na arguição da defesa admitindo que o réu era realmente o autor do crime. Disto não se tem a menor dúvida.
As testemunhas arroladas no processo, todas elas comprovaram os fatos demonstrando a veracidade do crime. Contudo todas as testemunhas na descrição do réu o qualificavam como cachaceiro inveterado e alcoólatra contumaz.
Daí a tese da defesa patrocinada pelo Dr. Robinho Almeida ser o de crime praticado por insanidade mental, tendo como causa o alcoolismo crônico do réu.
Depois de quase uma hora e meia de explanação o Dr. Robinho Almeida conseguiu convencer o corpo de jurados, mesmo admitindo a culpa pelo crime praticado. A votarem a favor do réu, insano mental, e portanto inimputável perante a lei foi unanime. Não foi surpresa quando o resultado da voração foi de 7 a zero a favor do réu. Nenhuma penalidade ou sanção foi aplicada, mesmo porque , o réu, quem sabe, há estas alturas já poderá ter prestado contas com Deus, que na sua onipotência tudo vê e sabe e com o qual todos nós mais cedo ou mais tarde prestaremos contas dos nossos atos lícitos e ilícitos que praticamos no decorrer de nossas vidas.
Todos, juízes, promotores de justiça ou advogados estaremos algum dia como réus perante o tribunal divino, aguardando o veredicto que nos condenará ou absolverá para a eternidade.
Amigos, dizem que a sorte é cega, mesmo assim eu gostaria com muita honra de ser seu guia. Lembrem-se amigos e amigas, um dia é da caça, outro é do caçador. Cuidado, muito cuidado, porque nem tudo que reluz é ouro, pode ser um mero espelho quebrado. A única certeza ainda é a morte no final.
Pense bem amigo, os seus atos e ações de hoje determinarão a sua vida futura. Mais uma vez eu os advirto, cuidado com as zebras da vida. A zebra existe e anda solta. Evite se encontrar com ela.
Este foi mais "Um Grito Na Escuridão"!
Boa sorte a todos!
Robson Diniz.


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